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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Festival de pesca movimenta turismo de Mato Grosso

Pesca esportiva em Cáceres. Crédito: Divulgação do evento.


36ª edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva, em Cáceres (MT), estimula a preservação ambiental, divulga a cultura pantaneira e dinamiza o turismo no pantanal mato-grossense


A emoção de pescar e soltar o peixe no seu habitat natural é a principal característica de quem pesca por esporte. É nesse contexto que a cidade de Cáceres, portal de entrada do Pantanal pelo Estado do Mato Grosso, recebe a partir desta quarta-feira (07) a maior competição de pesca embarcada em água doce do mundo, segundo o Guinness, o livro dos recordes. O cenário da 36ª edição do Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres (FIPe), que acaba no domingo (11), é o rio Paraguaia.
São esperadas 400 equipes - 1.200 pescadores - em barcos motorizados e 150 equipes - 300 pescadores -  em canoa a remo. Crianças e idosos também participam das competições para incentivar a tradição e valorizar os mais experientes. Os mais novos são preparados, desde cedo, com aulas de pesca e educação ambiental. Na prova de pesca infanto-juvenil são usados apenas anzóis sem farpas.
A regra básica de pescar e soltar após a pesagem e medição dos peixes traduz o real sentimento do pescador que vai ao Pantanal praticar o esporte por amor. A valorização e preservação das espécies possibilitam a sustentabilidade do ecoturismo e turismo de aventura, além de permitirem a contemplação do meio ambiente, principalmente da exuberante fauna e flora do rio Paraguai e seus afluentes Jaurú, Sepotuba e Cabaçal que fazem parte da cultura pantaneira. Essa diversidade de atrativos turísticos do Pantanal, Patrimônio Natural da Humanidade reconhecido pela Unesco, movimentam cerca de 150 mil visitantes nos cinco dias do festival.
O evento também proporciona a realização de negócios, principalmente nos estabelecimentos voltados para a pesca esportiva com uma feira náutica e prestadores de serviços turísticos, além de atividades recreativas e esportivas, oficinas de artes plásticas e artesanato. O FIPe contribuí diretamente para a valorização da história, cultura e gastronomia de Cáceres. A cidade sempre esteve ligada a navegação fluvial pelo rio Paraguai, que desenvolveu o comércio com Corumbá (MS) e Cuiabá, a capital.
Atualmente, graças ao turismo de pesca esportiva, Cáceres conta com 18 hotéis flutuantes. A temporada de pesca no rio Paraguai vai de fevereiro a setembro. Entre outubro e janeiro ocorre a piracema na região, época de reprodução dos peixes e de proibição da pesca, mas as embarcações continuam o turismo contemplativo percorrendo as baías, lagoas e canais povoados de peixes, ninhais de aves, além de viveiros de aguapés, vitórias-régias e áreas de descanso dos jacarés e capivaras.
A antiga vila de São Luís de Cáceres, de 1778, nasceu da necessidade de defesa e incremento da fronteira. A praça da Catedral de São Luís abriga o Marco do Jauru, divisor das terras de Portugal e Espanha, decorrente do Tratado de Madri, de 1750, quando os colonizadores definiram a fronteira do Brasil. A Catedral (1919-1965) de estilo neogótico e o Marco, originalmente chantado na foz do rio Jauru, estão entre os atrativos turísticos mais significativos da cidade, além do o casario secular do centro histórico, as fazendas centenárias e os sítios arqueológicos.  O Museu Histórico de Cáceres, apresenta acervo que retrata a cultura e história do povo pantaneiro, além de achados da arqueologia regional.
Os balneários urbanos e rurais com praias fluviais, hotéis e pousadas à beira do rio Paraguai são acessados de barcos e chalanas. As baías nas margens do rio Paraguai e seus afluentes formam grandes lagos onde são praticados esportes aquáticos como canoagem, ski, jet ski e natação, entre outros. Juntam-se a esses atrativos, áreas de montanhismo, trilhas e camping que diversificam o turismo de Cáceres. São caminhos que levam o turista até as cachoeiras de Peraputanga, Facão e Primavera, entre outras, além de grutas e cavernas como a Dolina Água Milagrosa.
Fonte: Ministério do Turismo.
 

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